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terça-feira, 29 de setembro de 2020

Organizações de-cima-para-baixo

[e] organizações de liderança são relações baseadas em alguns terem cérebro e a maioria não ter cérebro, e, por consequência, PRECISAM daqueles com cérebros. Eu rejeito isso. Eu me amo e amo o Povo e, por conta disso, todos nós temos cérebros e juntos somos mais espertos do que qualquer pequeno grupo de filhos da puta que afirmam ser meus/nossos líderes.


- Ashanti Alston

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Anarquia e Ordem não são inimigas.

[...]Anarquia é um estado de sociedade governada pela razão, pela ordem voluntária e pela educação. Em Anarquia todos os seres humanos tem direito á vida e ao usufruto das riquezas naturais e advindas do trabalho livremente associado. É uma comunidade humana baseada fundamentalmente na liberdade que permite aos indivíduos desenvolver todas as suas potencialidades criadoras, artísticas e o sentido da solidariedade com o "mágico poder" de ligar os homens emocionalmente pelo coração e pelo cérebro.
O anarquista é, portanto, uma pessoa adepta da Anarquia. Um cidadão contrário à desigualdade existente nas sociedades mercantilistas, bélicas, imperialistas, exploradoras que alienam e subjugam as pessoas em prejuízo da felicidade, da vida!
Para os anarquistas a coisa mais importante a preservar e desenvolver é o ser humano; por isso advoga a liberdade integral (física, psíquica, religiosa, política, econômica, etc) como meio de permitir a cada indivíduo a possibilidade de despertar e desenvolver todas as suas capacidades e aptidões, sem temores, cerceamentos e/ou frustrações.

- A doutrina anarquista ao alcance de todos - José Oiticica - 

sábado, 12 de maio de 2018

Anarquia

“Para a anarquia vai a humanidade
Que da anarquia a humanidade vem!
Vide como esse ideal do acordo invade
As classes todas pelo mundo além!

Que importa que a fração dos ricos brade
Vendo que a antiga lei não se mantém?
Hão de ruir as muralhas da Cidade,
Que não há fortalezas contra o bem

Façam da ação dos subversivos crime,’
Persigam, matem, zombem… tudo em vão…
A idéia, perseguida, é mais sublime,

Pois nos rude ataques à opressão,
A cada herói que morra ou desanime
Dezenas de outros bravos surgirão.”

[José Oiticica]

quarta-feira, 9 de maio de 2018

O homem isolado não pode ter a consciência de sua liberdade. Ser livre, para o homem, significa ser reconhecido, considerado e tratado como tal por um outro homem, por todos os homens que o circundam. A liberdade não é, pois, um fato de isolamento, mas de reflexão mútua, não de exclusão, mas de ligação; a liberdade de todo indivíduo é entendida apenas como a reflexão sobre sua humanidade ou sobre seu direito humano na consciência de todos os homens livres, seus irmãos, seus semelhantes.
[Mikhail Bakunin]

terça-feira, 24 de abril de 2018

Pela emancipação da mulher

"A emancipação da Mulher não está na igualdade desta perante o homem, nas prerrogativas políticas, de mando e de trabalho, mas sim na emancipação da Humanidade da tutela política e na Igualdade econômica e social de todo o gênero humano. A mulher não é escrava do homem..., mas escrava juntamente com o homem de mil preconceitos e vítima como ele da exploração [...] Nós devemos é lutar... junto aos homens para que a emancipação seja um fato, ...para todas as pessoas...para a Humanidade..."
[Isabel Cerruti - sp 1922]


"Sabemos que a mulher é considerada como ser inferior e fraco devido à influência religiosa, que faz com que ela por si mesma se considere sem o direito de lutar em favor de suas reivindicações. Vemos, em todas as indústrias, o braço da mulher explorada miseravelmente como produtor de mão-de- obra barata pelos capitalistas, e compreendemos que ninguém senão elas mesmas pode e deve lutar para seu próprio bem-estar. [...] E não podem nem devem esperar de nenhum partido político ou Governo a sua defesa econômica, física ou moral; porque a História não registrou fatos desta natureza."
 [Alzira Werkauzer]

"Já é tempo da mulher se livrar das cadeias do servilismo e da humilhação que até agora a têm impedido de ocupar o seu posto na luta pela liberdade. A humanidade precisa de homens emancipados para o progresso da sua evolução e não de bonecos embrutecidos pelo fanatismo. Como, porém, conseguir este ideal, quando a mulher, que tem ao seu cuidado a educação da prole, é um ser embrutecido pela ignorância e incapaz de agir independentemente? O clero tem nisto grande responsabilidade. [...] A vós homens livres que almejais a liberdade, a vós eu me dirijo para incitar-vos a que empregueis todos os meios persuasivos a fim de estimular as vossas companheiras e as vossas filhas a tomar parte nessa obra de elevação intelectual e moral, base primordial da sua libertação! Companheiras! Já não é sem tempo que as vossas faculdades recuperem a sua lucidez e vivacidade. Sejamos eficazes colaboradoras da grande tarefa da redenção humana. [...] Propaguemos, para bem da humanidade, o nosso ideal de amor, de justiça e de liberdade."
[Angelina Soares - 1913]


"É preciso, sobretudo que a mulher se instrua e que divulgue as leituras fortes e úteis, fazendo compreender que somos uma poderosa e formidável energia no grande contingente das energias sociais. [...] A nossa ignorância é cultivada calculadamente. A instrução não se resume ao acúmulo de conhecimento puro e simples.  É, antes de tudo, uma educação capaz de despertar nossa consciência crítica para combater os valores que tradicionalmente nos hostiliza, limitando nossa ação transformadora."
[Maria Lacerda de Moura]

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Mais militância acadêmica:

Não vejo uma participação efetiva do meio acadêmico diante das questões sociais no nosso país.Os intelectuais são apolíticos intencionalmente, ou de fato são apolíticos?! Ou é uma classe de direita que não se enxerga como trabalhadora?! Atrasos de pagamentos e sucateamento das universidades públicas, são resultados "também" da falta de maior união entre professores universitários, estudantes e setor administrativo, ou seja, uma participação efetiva, as quais precisam de maior empenho para abalar as estruturas de abandono do sistema educacional universitário púbico. O meio acadêmico não pode e não têm o direito de não lutar efetivamente para a melhoria das condições: política, social, econômica, cultura, do nosso país, principalmente do que tange ao próprio sistema educacional público de forma efetiva.

[Rosangela Graca Souza]

As várias superstições

É a escravidão moderna do salário para matar a fome e cobrir a nudez dos filhos, também cedo destinados à exploração torpe e miserável do parasitismo social, incansável na sua faina, de acumular bens para gozar à custa do suor exaustivo das máquinas de trabalho, dos animais de tiro, do proletariado mundial. Devemos à superstição governamental, à superstição religiosa sectarista, à superstição patriótica, à superstição nacionalista, à superstição do progresso material, à ganância de uns e ao servilismo da maioria – o predomínio desta civilização de duas classes sociais: a dos ricos e a dos pobres.
A humanidade custará a compreender que a vida social poderia desdobrar-se num ambiente de solidariedade, de auxílio mútuo, sem amos nem escravos, sem protetores e protegidos, sem representações parlamentares em mediocracias diplomadas...

- Maria Lacerda de Moura -

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Reformas, não reformismo

"Existem dois enfoques que podemos tomar para o feminismo: nós podemos distanciar outras feministas focando-nos na crítica ao feminismo reformista ou podemos apoiar totalmente a luta pelas reformas feministas enquanto permanentemente dizemos “Queremos mais!” Isto é importante especialmente se queremos fazer o anarquismo mais atrativo às mulheres (uma enquete recente do Irish Times mostrou que o feminismo é importante para mais de 50% das mulheres irlandesas).
[...] Os benefícios tanto para as mulheres quanto para homens no anarquismo tem muito a oferecer as mulheres em particular, a liberdade sexual, econômica e pessoal de forma profunda e o anarquismo oferece mais que qualquer igualdade precária que pode ser alcançada sob o capitalismo."

[Deirdre Hogan - Feminismo, classe e anarquismo 
(originalmente publicado em RAG n2, outono de 2007)]

domingo, 28 de janeiro de 2018

Caberia pensar que existem outros estágios além do humano, do ser pensante? Podemos imaginar até onde vai esse movimento progressivo, pressupondo que não somos o ponto mais avançado do Universo? 
[Diego Mellado em "A anarquia como palavra"]