domingo, 27 de julho de 2014

Dia chuvoso I




Acalanto.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Segundo o historiador Vaclav Smil

Antes, usávamos o mesmo aparelho telefônico por 20 anos. Agora temos um novo a cada seis meses. Jogamos fora bilhões de equipamentos todos os anos. E isso não faz sentido algum. Para tornar as coisas mais sustentáveis, precisamos ser mais radicais e reformular a forma como consumimos. 

Algumas pessoas consomem muito e ainda há muito desperdício. Ninguém precisa comer um bife de 100 gramas todos os dias. Assim como ninguém precisa ser vegetariano. Podemos comer menos e diversificar a alimentação.

Em algum momento, os recursos vão ficar mais caros, as questões ambientais complicarão a situação e possivelmente teremos novas crises econômicas. A maioria dos países tem altos níveis de consumo de água. Isso fará com que esse recurso fique mais caro no futuro, assim como já é no Oriente Médio.

Todo país quer e precisa crescer. Mas nenhuma nação quer crescer 1% ou 2%. A meta chinesa tem dois dígitos. E, para conseguir isso, a maioria das economias se pauta pelo consumo. Nesse sentido, a eficiência e a inovação tecnológica na verdade acabam fazendo parte do problema no momento em que criam novas necessidades. 

Não é uma questão de buscar o desenvolvimento humano. É uma questão de ser o primeiro animal na cadeia. Ainda há milhões de chineses pobres, enquanto uma fatia da população vive melhor do que americanos ricos.

É a única saída que temos. Precisamos de um sistema em que a busca é pela qualidade de vida, não pelo crescimento econômico.


Esqueça a noção de país. Hoje tudo é global. Se eu quiser comprar um avião grande, existem apenas duas empresas — Airbus e Boeing. Se for pequeno, também só duas — Embraer e Bombardier. Pensar em ações locais é coisa do século passado.

O desenvolvimento atual tem como base a lógica global. Se você pensar em máquinas de colheita, existem pouquíssimas empresas. Esses oligopólios comandam o mundo e são eles que podem fazer a diferença. 

O consumo é uma ferramenta para mostrar que estamos à frente socialmente. Quando saio de casa com meu Honda velho e meu vizinho está com sua Mercedes-Benz nova, ele olha para mim com ar de superioridade. Somos animais buscando uma gradação social. É isso.

As pessoas seguem comprando brinquedos a vida toda para mostrar superioridade. É o carro maior, a casa maior, milhões de aparelhos eletrônicos. Para quê?


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Alta Tensão - Bruna Lombardi

eu gosto dos venenos mais lentos

dos cafés mais amargos
das bebidas mais fortes
e tenho
apetites vorazes
uns rapazes
que vejo
passar
eu sonho
os delírios mais soltos
e os gestos mais loucos
que há
e sinto
uns desejos vulgares
navegar por uns mares
de lá
você pode me empurrar pro precipício
não me importo com isso
eu adoro voar.




domingo, 29 de junho de 2014

Aos poucos e de repente

Eu, um caso à parte
uma fuga da realidade
sem frescura pra nada
das três, a mais respeitada

Você, um desses casos aleatórios
sempre carinhoso
tão real e tão fantasioso
entre três, o meu preferido

Entrou
na minha vida do mesmo jeito que
saiu
Estranhamente aos poucos
E misteriosamente de repente
Correndo pra fugir do mundo
Fugindo pra conquistar o nosso mundo

Lembro de quando não quis te passar meu número
Lembro de quando o que eu mais queria era seu telefonema
Sinto saudades, sinto vontades
invento as verdades
ansiosamente e secretamente, te espero
mas, sinceramente, não me importo

Mesmo sem dizer, ficou combinado assim:
vamos esquecer o que é sério
Mentiras aqui, compromissos ali
conversas jogadas fora, o desejo cresce
um novo tipo de amor floresce
O que eu mais queria era ser sua
e não ser sério
como já disse, não me importo, sério

Percebi
que me sinto feliz com as minhas ilusões
e igualmente
confortável com as minhas desilusões

E o filme que assisti pra te contar?
E aquela saída que a gente ia marcar?
Quando vai aparecer pra me salvar?
Faltam quantos dias pra você chegar?
É pecado se eu não quiser que você vá?
E com todas essas obrigações, será que vai dar?

Não deu.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Estagnada II

Por trás das máscaras
Só encontro a liberdade dentro de mim mesma
Mais especificamente quando acordo e fico pelo menos uma hora deitada me encorajando a levantar
O que fazer quando a sua maior vontade é entrar em coma e ficar assim por dez anos finalmente livres, finalmente belos?
Essa fase de depressão, é normal?
Problemas meus, problemas dos outros, problemas dos desfavorecidos, problemas, problemas, problemas...
É uma angústia, raiva, cansaço, sono, tristeza
Não é tão ruim assim que me dê a certeza do suicídio
Penso nos outros
Nem é tão bom a ponto de me fazer viva e alegre e fingir que o mundo é bom
Penso em mim

Sentimento que nem o vírus da gripe, mora em você mas só dá as caras nas condições mais favoráveis.
Deixa pra lá. Nada ajuda mesmo.
Só não tente se matar, pelo menos essa noite não



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Um dia qualquer e algumas lombras a serem lapidadas

1:
A internet é o elemento  máximo da comunicação humana, através dela sabemos em tempo real o que acontece do outro lado do planeta. Mas como isso funciona? Um satélite recebe dados de um aparelho e emite para outro, através de frequências, ondas que são partículas. O que seria como um efeito dominó: uma partícula vai passando informações para outra partícula como uma sequência até chegar no seu destinatário. E se fizéssemos isso sem utilizar nenhuma ferramenta, apenas nosso cérebro? Ou seja, nos comunicarmos telepaticamente. Se existe uma força que produz as ondas de um aparelho p o outro, existe também uma força q produz ondas de uma mente p outra. Quando uma pessoa fala na mesma hora que a outra sobre o q as duas estavam pensando que é a mesma coisa tb. Coincidência ou conexão de pensamentos? Por que não? O problema não é se ela existe ou não, ela existe e ponto. O problema é que não temos essa capacidade de controlar nossa mente por completo, o problema é que não exercitamos de fato o nosso cérebro, exercitamos da maneira errada. Digo, não q seja errada mas primitiva. Evoluímos? Materialmente sim. Os humanos são capazes de trabalhar com qualquer tipo de material. Uma pequena bomba q destrói países. Mentalmente não. Somos sempre traídos por sentimentos e pensamentos primitivos, a que chamamos de instinto. É o nosso lado ''burro'' e ainda sim nos ensinam a nos orgulhar disso. Por que nos ensinariam a trabalhar a mente? Pra nos tornamos inteligentes? Pra aprender tudo o que realmente importa? Pra nos tornarmos livres? Não, eles não querem isso. Por isso o caminho da ignorância é mais fácil, nos ensinaram a ser preguiçosos. Enquanto a verdadeira evolução do eu permanece esquecida, desprezada até ser zombada e considerada maluca. Permanecemos estagnados. Benditos sejam os que evoluem.

2:
Qual a verdadeira moeda hoje em dia? A informação. Por conta dela, por todos os lugares encontramos câmeras de segurança, repórteres, blogs ou simplesmente pessoas com um celular com câmera. Tudo muito bem posicionado pra gravar qualquer coisa fora do comum. E a privacidade? Com a justificativa de precisarmos de informação, de ser eficaz para segurança, estamos perdendo a privacidade. É no desenvolvimento da falsa necessidade de informação que eles baseiam seus argumentos para te vigiar e te controlar. Uma arma poderosa a nosso favor, está sendo desprezada pelo povo e sendo manipuladas pela elite. A verdadeira elite mundial. Eles ditam o que podemos ou não saber, o que devemos ou não fazer. Não através de torturas, mas através do controle de pensamento, do controle de opinião. O que devemos e podemos consumir ou não. Estamos sendo vistos a todo momento e qualquer ameaça a eles pode ser o fim da nossa vida.

domingo, 16 de março de 2014

Direto ao assunto - Rabujah

Venha, sente aqui,
vamos conversar
Jogar com as cartas na mesa
para que não haja surpresa
pra nenhuma das partes
desse quase amor de uma noite só.

Me deixe falar-te ao pé do ouvido
duvido que não vá se entregar...
Olha, calma, fique ai parada onde está:
Tira sem pressa essa peça de cima
Quem precisa de clima,
se contamos com a breve vontade
de nós dois numa noite só?

Escorregar em você
na mesa da sala.
Vou fazer coisas que aqui
na canção não se fala.

A carne treme, repuxa a pele,
o pelo eriça, a boca seca,
o juízo remissa, a alma peca,
depois me bate uma preguiça

de salvar seu telefone...
de saber o seu nome...

15/03 - Quando uma música fala por si só e pela transa da noite passada. 

quarta-feira, 5 de março de 2014

Serge Latouche

- Uma falsa abundância comercial destruiu a nossa capacidade de nos maravilharmos diante dos dons da natureza (ou da engenhosidade humana que transforma esses dons). Reencontrar essa capacidade suscetível de desenvolver uma atitude de fidelidade e de reconhecimento com relação à mãe Terra, ou mesmo uma certa nostalgia é a condição de sucesso do projeto de construção de uma sociedade do decrescimento sereno, assim como a condição necessária para evitar o destino funesto de uma obsolescência programada da humanidade.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Desculpas pelo transtorno nos corações alheios

Me despertou o amor
sem a intenção de me amar.
Covardemente.

Se apressou em me deixar,
o coração não o acompanhou,
confuso.

Você se foi, a paixão ficou.
Ficou a vagar, a mendigar
outros colos por aí.

Que não entenderam,
que se assustaram.
Um erro levando a outro.

Existo, logo procuro
um lugar pra repousar.
Recuei. Entendi. Esperei.

Acabou. Aprendi que nem todos
os finais são felizes, também
não precisam ser tristes.

São só finais, ponto final.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Uma das coisas que eu quero lhe dizer

Você sabia?
Muitas pessoas se escondem,
se fazem de fortes mas são inseguras;
Às vezes, fingir ser forte serve
mais do que propriamente ser;
Dá pra ser forte e
vulnerável ao mesmo tempo;

Sabe, eu vi, vivi
e percebi muitas coisas:
o mundo vai mal,
ele precisa que nós sejamos fortes.

Eu só queria te dizer
que fui por algum tempo triste,
que a solidão me assombrava
e que tudo doía.

Talvez eu estivesse perdida,
mas quando me deixei abater
não foi fraqueza, chorei por ser forte.

Por mais que procurasse,
não encontrei abrigo em lugar algum,
então fiz de mim meu próprio abrigo.

Dizem por aí que precisamos
sempre seguir em frente,
eu pelo menos tô deixando fluir.

Esperar pra ver o que me acontece
e tentar fazer as coisas acontecerem também.

A  falta de amor no mundo
me entristece e enfurece,
mas a solidão não me assusta mais.

Sabe, eu nem sei porque queria te dizer isso.
Não te amo e nem tenho coragem.
Mal te vejo, mas eu olho pra você e enxergo
alguma coisa de triste, alguma coisa de forte,
alguma coisa de mim.

Talvez seja só loucura
da minha cabeça, é bem possível.



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Mas não hoje

Apanhei da saudade a semana inteira.
Ontem, bebi. Hoje, não pensei em nada,
só sei que não quero amar você.
Não quero sorrir ao te ver.
Não quero escutar o que você tem pra dizer,
nem ouvir a banda nova que você tem pra me mostrar.
Não quero rir, nem me preocupar.
Não tenho novidades, só sei que hoje
não quero amar você.

Amanhã? Bem,
- Amanhã é quem sabe um dia... 
fora isso, te quero pra toda vida.

sábado, 23 de novembro de 2013

Canábico horizonte


Em meio a transações, transições e confusões, o homem perde a visão. A ganância, as vaidades, o egoísmo o cegam. E quando eles olham, só enxergam seus próprios umbigos. Dominados pelos mais sentimentos mesquinhos, eles se tornam incapacitados. Incapazes de enxergar todos a sua volta, incapazes de oferecer uma ajuda ao próximo. Nem ao menos um sorriso. Incapazes de se solidarizar pelo outro, incapazes de sentir. Quanto mais penso na humanidade, menos quero pensar nela. 

Nesse momento, eu poderia pensar em todo esse mundo fodido. Em todas as angústias, em todos os suicídios, em todas as loucuras. Mas nesse momento, eu senti paz. Afinal, também existia a compaixão, ainda havia restos de humanidades em raras almas. Ainda existiam pessoas com quem se pode conversar, rir, planejar e plantar só o bem. E lugares tranquilos, belos. Lugares que se sente a harmonia no ar. Nesse momento, pra mim, estava alucinantemente nítido o que sobrou do céu. Todas as cores escondidas nas nuvens da rotina.

Aos meus amigos do Pico de Jah.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

"Decifra-me ou devoro-te"

Poderia ser o enigma da esfinge, mas não é.

Cientificamente falando, é bem mais simples. Algo como um conjunto de reações que desencadeiam no meu corpo quando vejo o seu.
Mentalmente, é sobre como isso intriga a minha mente. Sei muito de você mas não sei quase nada.
Eu posso ouvir seu silêncio a quilômetros de distância mas não consigo entendê-lo.
"Ele é vago, enigmático, reservado. Pode ser por cautela ou preservação, por algum medo ou receio. Pode ser tudo isso junto e pode não ser nada."
Pois é, cada um com seus mistérios e sua história.
E enfim, me sobram dúvidas e me faltam certezas.
Saber tudo, pode decepcionar.
Não saber nada além de pouco, é confuso.
Te descobrir aos poucos, é excitante.

Seu mistério me atrai.