Teresa,
segunda-feira, 30 de maio de 2016
terça-feira, 24 de maio de 2016
amor no espaço-tempo
todo mundo ama e quer ser amado
mas falta espaço
e acho que o amor é isso: ter espaço para ser o que quiser
e dar espaço para que o outro seja também
todo mundo ama e quer ser amado
mas estamos fora de tempo
ao invés de procurar por soluções inovadoras
é preferível se apegar a tradições e pessoas do passado
todo mundo ama e quer ser amado
mas sobra violência
a primeira divergência de opinião
é o suficiente para ambas as partes discutirem e se agredirem
todo mundo ama e quer ser amado
mas perdemos o foco
é necessário mudar a si mesmo, ideologia, postura
e mudar o ambiente, solidariedade, luta.
mas falta espaço
e acho que o amor é isso: ter espaço para ser o que quiser
e dar espaço para que o outro seja também
todo mundo ama e quer ser amado
mas estamos fora de tempo
ao invés de procurar por soluções inovadoras
é preferível se apegar a tradições e pessoas do passado
todo mundo ama e quer ser amado
mas sobra violência
a primeira divergência de opinião
é o suficiente para ambas as partes discutirem e se agredirem
todo mundo ama e quer ser amado
mas perdemos o foco
é necessário mudar a si mesmo, ideologia, postura
e mudar o ambiente, solidariedade, luta.
terça-feira, 10 de maio de 2016
Velho Buk em O estouro
demais
tão pouco
tão gordo
tão magro
ou ninguém.
risos ou
lágrimas
odiosos
amantes
estranhos com faces como
cabeças de
tachinhas
exércitos correndo através
de ruas de sangue
brandindo garrafas de vinho
baionetando e fodendo
virgens.
ou um velho num quarto barato
com uma fotografia de M. Monroe.
há tamanha solidão no mundo
que você pode vê-la no movimento lento dos
braços de um relógio.
pessoas tão cansadas, mutiladas
tanto pelo amor como pelo desamor.
as pessoas simplesmente não são boas umas com as outras
cara a cara.
os ricos não são bons para os ricos
os pobres não são bons para os pobres.
estamos com medo.
nosso sistema educacional nos diz que
podemos ser todos
grandes vencedores.
eles não nos contaram
a respeito das misérias
ou dos suicídios.
ou do terror de uma pessoa
sofrendo sozinha
num lugar qualquer
intocada
incomunicável
regando uma planta.
as pessoas não são boas umas com as outras.
as pessoas não são boas umas com as outras.
as pessoas não são boas umas com as outras.
suponho que nunca serão.
não peço para que sejam.
mas às vezes eu penso sobre
isso.
as contas dos rosários balançarão
as nuvens nublarão
e o assassino degolará a criança
como se desse uma mordida numa casquinha de sorvete.
demais
tão pouco
tão grodo
tão magro
ou ninguém
mais odiosos que amantes.
as pessoas não são boas umas com as outras.
talvez se elas fossem
nossas mortes não seriam tão tristes.
enquanto isso eu olho para as jovens garotas
talos
flores do acaso.
tem que haver um caminho.
com certeza deve haver um caminho sobre o qual ainda
não pensamos.
quem colocou este cérebro dentro de mim?
ele chora
ele demanda
ele diz que há uma chance.
ele não dirá
“não”.
terça-feira, 26 de abril de 2016
10.03
até ontem tudo me parecia possível
pós uma onda de guerras mundiais e depressão
a paz vinda de uma planta nos fez querer
mudanças e socializar direitos
a felicidade parecia nos sorrir finalmente
hoje o preconceito me faz chorar,
tantas pessoas humilhadas por conceitos ultrapassados
um pai desempregado com muitos filhos pra criar
vítimas de um sistema em eterna crise
ou uma mãe solteira carregando o mundo nas costas
a ser julgada e apontada no primeiro deslize
um pobre condenado por fumar e relaxar
a rica indústria farmacêutica me faz adoecer pra poder lucrar
um short que incomoda pelo seu pequeno tamanho
consegue esconder a hipocrisia machista desse rebanho
que é roubado e alienado por falsos pastores, inquisidores
exploradores da fé alheia
essas injustiças deixam minha cabeça cheia
a ponto de explodir, mas eles não ver os meus pedaços por ai
muito pelo contrário, a raiva me dá a coragem para jamais me render
ou desistir
até ontem tudo me parecia tranquilo
podíamos sair às ruas, andar como camaradas
brindar a vida apenas pelo motivo de estarmos vivos
hoje já não podemos nos divertir juntos
mais que dois ou três pretos reunidos
é formação de quadrilha
e devem ser intimados, abordados, violentados
ainda que não sejam os culpados
pelos mesmos porcos fardados
que ao invés de estarem do lado da população
preferem proteger quem nos assassina
com o descaso nos hospitais e a falta de educação
e diante de tanto absurdo, ainda criminalizaram nossa manifestação
se exigimos tudo aquilo que é nosso por direito
por lei, viramos terroristas
mas o que é o terrorismo senão milhares de mortes
causadas por desvios de verbas e jogadas políticas?
até ontem eu acreditava em dias melhores
existia algo de esperançoso e poético
em "ordem e progresso" e "o país do futuro"
hoje a violência me faz ter medo de sair de casa
nos jornais, dizem que somos conformados
mas nos mostram a morte como coisa banal
abusos e corruptos como coisa normal
não nos falam dos verdadeiros bandidos
são, todos eles, aliados desses bandidos
os famosos "colarinho branco" que ninguém nunca sabe quem são
não falam das coisas boas que somos e fazemos
e assim acreditamos que somos incapazes de mudar
quando, na verdade, somos seres nascidos para evoluir
pós uma onda de guerras mundiais e depressão
a paz vinda de uma planta nos fez querer
mudanças e socializar direitos
a felicidade parecia nos sorrir finalmente
hoje o preconceito me faz chorar,
tantas pessoas humilhadas por conceitos ultrapassados
um pai desempregado com muitos filhos pra criar
vítimas de um sistema em eterna crise
ou uma mãe solteira carregando o mundo nas costas
a ser julgada e apontada no primeiro deslize
um pobre condenado por fumar e relaxar
a rica indústria farmacêutica me faz adoecer pra poder lucrar
um short que incomoda pelo seu pequeno tamanho
consegue esconder a hipocrisia machista desse rebanho
que é roubado e alienado por falsos pastores, inquisidores
exploradores da fé alheia
essas injustiças deixam minha cabeça cheia
a ponto de explodir, mas eles não ver os meus pedaços por ai
muito pelo contrário, a raiva me dá a coragem para jamais me render
ou desistir
até ontem tudo me parecia tranquilo
podíamos sair às ruas, andar como camaradas
brindar a vida apenas pelo motivo de estarmos vivos
hoje já não podemos nos divertir juntos
mais que dois ou três pretos reunidos
é formação de quadrilha
e devem ser intimados, abordados, violentados
ainda que não sejam os culpados
pelos mesmos porcos fardados
que ao invés de estarem do lado da população
preferem proteger quem nos assassina
com o descaso nos hospitais e a falta de educação
e diante de tanto absurdo, ainda criminalizaram nossa manifestação
se exigimos tudo aquilo que é nosso por direito
por lei, viramos terroristas
mas o que é o terrorismo senão milhares de mortes
causadas por desvios de verbas e jogadas políticas?
até ontem eu acreditava em dias melhores
existia algo de esperançoso e poético
em "ordem e progresso" e "o país do futuro"
hoje a violência me faz ter medo de sair de casa
nos jornais, dizem que somos conformados
mas nos mostram a morte como coisa banal
abusos e corruptos como coisa normal
não nos falam dos verdadeiros bandidos
são, todos eles, aliados desses bandidos
os famosos "colarinho branco" que ninguém nunca sabe quem são
não falam das coisas boas que somos e fazemos
e assim acreditamos que somos incapazes de mudar
quando, na verdade, somos seres nascidos para evoluir
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Guerra aos senhores
Desatino destinado à escravização
Alienação que aponta pro caminho mais fácil
A sede de poder é o que os tornou culpados
E assim,
Um outro sistema é imposto
se alimentando da sua fraqueza e do seu desgosto
nessa vida controlada, tendo vontades castradas
não conseguindo suprir mínimas necessidades básicas
E assim,
Uma outra milícia se forma
Fica mais forte o cheiro de gente morta
colarinho branco monta o esquema sem sujar as mãos
dono da boca compra o esquema sujando os irmãos
a polícia já tá no esquema, sujou pra população
E agora que o menor caiu no esquema é sem perdão:
em três dias, três jovens assassinados
eram brigas entre raios, sacrifício de gado,
o sangue que suja o morro, foi planejado no Planalto
Mas nós inertes, acomodados
com a bunda no sofá, em frente ao celular
ou vendendo na televisão
permitimos o mal se propagar onde deveria haver união
sobra criminalidade quando falta educação e inclusão
Enquanto isso, os malfeitores
Governantes que desgovernam
Reguladores que desregulam
senhores das nossas angústias
assistem das suas coberturas
os pobres tendo suas mortes prematuras
Numa disputa que tem por finalidade
acentuar ainda mais as desigualdades
eles, de helicóptero e avião da FAB nas alturas
e nós, nas ruas, sangrando em calamidade.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
sobre problematizações desnecessárias:
Burrice muita é besteira pouca
me ofende em nada, relevo;
me elevo em tudo.
Daqui de cima, vejo lá embaixo o circo pegar fogo
Daqui de cima, minha cara se dissipa em fumaça
Quem não é livre jamais entenderá de liberdade.
Me ofender com besteira pouca?
Oxe, é burrice muita!
Tolero quase tudo, o que não for quase, desprezo.
Quem quer liberdade tem que deixar ser livre
se sentir livre e deixar pra lá.
Tanto muro a ser posto abaixo,
tanta ideia a ser seguida acima,
vou me envolver com burrice muita e besteira pouca?
Eu não.
Vou me desenvolver,
isso sim.
E qualquer problema que você tiver com isso é seu e só.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
E assim fui.
e aqui vou, entretida em mim mesma e no céu
me perguntando como dentro pode ser tão infinito quanto fora
como dentro é tão desconhecido e decisivo
e como fora é tão decisivo e desconhecido
sei o que penso mas me desconheço
como funciona os sentimentos?
como surgiram as primeiras convicções?
sei onde vivo mas o desconheço
como sentir o que não se pode medir?
como descobrir o caótico equilíbrio cósmico?
me perguntando como dentro pode ser tão infinito quanto fora
como dentro é tão desconhecido e decisivo
e como fora é tão decisivo e desconhecido
sei o que penso mas me desconheço
como funciona os sentimentos?
como surgiram as primeiras convicções?
sei onde vivo mas o desconheço
como sentir o que não se pode medir?
como descobrir o caótico equilíbrio cósmico?
e aqui estou, caminhando
enquanto um cachorro esquelético passa frio
cabeça baixa, o olhar brilhante ofuscado pelo desprezo humano
me perguntando: por que assim
abandonado por dentro e por fora?
não difere da situação de muitos homens por aí
necessitados, isolados, invisíveis
em sociedades aglomeradas, insensíveis
eu pergunto: por quem assim?
alguém através da história quis assim
que outros alguéns no decorrer da história ficassem assim:
sistematizados
enquanto um cachorro esquelético passa frio
cabeça baixa, o olhar brilhante ofuscado pelo desprezo humano
me perguntando: por que assim
abandonado por dentro e por fora?
não difere da situação de muitos homens por aí
necessitados, isolados, invisíveis
em sociedades aglomeradas, insensíveis
eu pergunto: por quem assim?
alguém através da história quis assim
que outros alguéns no decorrer da história ficassem assim:
sistematizados
e aqui sou, uma praia num planeta de milhões de eras
tão bonita quanto a rotação da terra
sendo assassinada pela humana hostilidade
tão cruel como a gravidade
uns rapazes jogando bola
uns coqueiros enfeitando o horizonte
crianças cavando um buraco tão fundo que vai até a china
observar padrões, inventar histórias, minha sina
um amigo doente que não apareceu
e um céu nublado que me entorpeceu.
tão bonita quanto a rotação da terra
sendo assassinada pela humana hostilidade
tão cruel como a gravidade
uns rapazes jogando bola
uns coqueiros enfeitando o horizonte
crianças cavando um buraco tão fundo que vai até a china
observar padrões, inventar histórias, minha sina
um amigo doente que não apareceu
e um céu nublado que me entorpeceu.
domingo, 12 de julho de 2015
como domar o caos?
essa confusão dentro de mim
que até então eu nem sabia que era tão evidente e alarmante assim
até que eu li essa palavra várias vezes em meus rascunhos
eu queria saber
eu queria não me perder
me sentir perdida
não queria
sem saber como fazer, como chegar, como lidar
e fazendo isso do jeito que dá, sem pensar
que até então eu nem sabia que era tão evidente e alarmante assim
até que eu li essa palavra várias vezes em meus rascunhos
eu queria saber
eu queria não me perder
me sentir perdida
não queria
sem saber como fazer, como chegar, como lidar
e fazendo isso do jeito que dá, sem pensar
terça-feira, 26 de maio de 2015
Eu também te via toda hora. E te achava lindo.
Quando me dava conta do que estava fazendo, desviava o olhar. Mas a maior parte do tempo eu não me dava conta, fazia e só, como se automático. Como se meu cérebro estivesse divido em dois: um que controlava automaticamente minhas ações, outro que observava tudo ao meu redor, inclusive a mim mesma. Essa segunda parte viajava pra dentro de mim a partir do que via por fora, imaginava reações de situações que nada tinham a ver com aquele momento, fazia conexões loucas e confusas que só ela entendia. Eu estava cada vez mais introspectiva e precisei me apegar a um canudinho de pirulito pra sentir o físico, o real, pra voltar a terra.
Com os meus olhos fechados, eu não controlava o meu corpo, enxergava com os ouvidos. Formas geométricas psicodélicas em tons de marrom e preto dançando conforme o grave, o agudo, o trance na minha cabeça. Com os olhos abertos, sempre a procura de algo pra focar, um algo que na verdade não era nada, era só movimento. Eu gostava de prestar atenção no movimento do meu próprio corpo e das outras pessoas, mas como me manter focada na agitação?
E lá estava você. Não sei se pelo fato de estar perto de mim ou de realmente gostar de te ver, mas pouco do que me lembro, muito tem você. A parte automática do meu cérebro te viu rodeado de amigos, viu as pessoas dançando, outras me olhando. A parte viajante viu uma estrela fluorescente no meio da pista, viu um labirinto de mesas e viu você dançando com uma luz azul te cercando que brilhava seguindo seus gestos. O tom azul pode ser facilmente explicado pelas luzes negras que estavam ali na festa, mas eu senti: era uma energia muito forte que você emanava. Se não fosse, meus olhos não te seguiriam.
Eras também o meu canudinho do pirulito: quando viravas em minha direção, eu me dava conta de que estava te observando e gastando há tempos, me dava conta de que tinha me perdido na sua energia; que não sei se foi verdade ou alucinação, só sei que foi bom. E continuei
dançando.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Desamor
Ela pensa nele
desde quando ficaram pela primeira vez
Ele pensa nela
antes mesmo de ficarem pela primeira vez
Ela gostou e quis repetir
Ele gozou e se perdeu por aí
Ela achou que ele fosse cafajeste
e que seria só mais uma
Ele achou que ela fosse vim atrás dele
e esperou, esperou, esperou
Toda vez que ela o via,
uma faísca acendia
mas ela resistia
Toda vez que ele a via,
um fogo ardia
mas decidiu que disfarçaria
Ela não sabia o que ele sentia
Ele não sabia o que ela sentia
Os dois sentiram tanto
depois, sentiram muito
o receio foi mangueira
apagou o que poderia ter sido
um incêndio
desde quando ficaram pela primeira vez
Ele pensa nela
antes mesmo de ficarem pela primeira vez
Ela gostou e quis repetir
Ele gozou e se perdeu por aí
Ela achou que ele fosse cafajeste
e que seria só mais uma
Ele achou que ela fosse vim atrás dele
e esperou, esperou, esperou
Toda vez que ela o via,
uma faísca acendia
mas ela resistia
Toda vez que ele a via,
um fogo ardia
mas decidiu que disfarçaria
Ela não sabia o que ele sentia
Ele não sabia o que ela sentia
Os dois sentiram tanto
depois, sentiram muito
o receio foi mangueira
apagou o que poderia ter sido
um incêndio
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
2015 feliz
O cara por quem se apaixonou,
viciou e disse que não queria nunca mais vê-lo:
foi o primeiro conhecido que encontrou depois da virada do ano.
Passou o dia primeiro inteiro fumando,
quando decidiu que ia reduzir os cigarros:
melhorar a saúde,
melhorar o condicionamento físico.
Percebeu que a virada assim como todas as outras datas
são só datas
alegorias
inventadas
por nós, humanos
para determinar alguma coisa que não sei
mas tem algo de cultura, tradição, economia
tudo junto assim
coisas inventadas
por nós, humanos
A mudança não é repentina
a maturidade nada tem a ver com idade
o jeito como lidamos com as coisas da vida
não cumpre prazos
A evolução deve ser trabalhada dia-a-dia
até seu estopim e continuar
porque ela não obedece ao calendário
ela simplesmente acontece
às vezes muito cedo
às vezes muito tarde
mas sempre na hora certa
viciou e disse que não queria nunca mais vê-lo:
foi o primeiro conhecido que encontrou depois da virada do ano.
Passou o dia primeiro inteiro fumando,
quando decidiu que ia reduzir os cigarros:
melhorar a saúde,
melhorar o condicionamento físico.
Percebeu que a virada assim como todas as outras datas
são só datas
alegorias
inventadaspor nós, humanos
para determinar alguma coisa que não sei
mas tem algo de cultura, tradição, economia
tudo junto assim
coisas inventadas
por nós, humanos
A mudança não é repentina
a maturidade nada tem a ver com idade
o jeito como lidamos com as coisas da vida
não cumpre prazos
A evolução deve ser trabalhada dia-a-dia
até seu estopim e continuar
porque ela não obedece ao calendário
ela simplesmente acontece
às vezes muito cedo
às vezes muito tarde
mas sempre na hora certa
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Uma pedra que rola
Ela passou a tarde assistindo séries, combinou uma saída com os amigos, se masturbou duas vezes, tomou banhou, ouviu sermões calada, se perfumou e saiu. Encontrou um amigo no meio do caminho, fumou, conversaram sobre dragon ball, riram, ela perguntou as horas. Eram seis e meia. Se lembrou que ainda ia comprar o presente de natal da mãe, se despediu e se foi.
Ele esteve na cidade vizinha, precisava tirar cópias de documentos de transferência. Encontrou alguns amigos, fumaram, jogaram conversa fora, assuntos cheios de conteúdo mas totalmente aleatórios. As melhores conversas são assim. Foi pro ponto de ônibus, esperou, esperou, comprou um gudã. O ônibus passou, voltou pra sua cidade. Eram seis e meia quando chegou no lugar de sempre pra encontrar com a galera de sempre e passar a noite como sempre: fumando, amigos, resenhas atéeee... ficar tedioso.
O outro trabalhou das oito da manhã até quatro da tarde. Comprou o leite e as fraldas da filha, foi em casa, brincou com a filha, deu um beijo na mulher, depois de meses, pegou a prancha e foi pro norte da cidade. Uma praia tranquila com altas ondas. Só não ficou mais porque escureceu. A lua estava minguante. Quando saiu do mar, olhou o relógio, marcava seis e meia. Tomou um banho, pensou naquela menina, se masturbou, saiu por aí. Encontrou com ela, seu vício não era droga, era mulher. Conversaram, riram, fumaram. Corações alegres, partidos, magoados, saudosos, curiosos. Se beijaram e ele voltou pra casa.
Ele esteve na cidade vizinha, precisava tirar cópias de documentos de transferência. Encontrou alguns amigos, fumaram, jogaram conversa fora, assuntos cheios de conteúdo mas totalmente aleatórios. As melhores conversas são assim. Foi pro ponto de ônibus, esperou, esperou, comprou um gudã. O ônibus passou, voltou pra sua cidade. Eram seis e meia quando chegou no lugar de sempre pra encontrar com a galera de sempre e passar a noite como sempre: fumando, amigos, resenhas atéeee... ficar tedioso.
O outro trabalhou das oito da manhã até quatro da tarde. Comprou o leite e as fraldas da filha, foi em casa, brincou com a filha, deu um beijo na mulher, depois de meses, pegou a prancha e foi pro norte da cidade. Uma praia tranquila com altas ondas. Só não ficou mais porque escureceu. A lua estava minguante. Quando saiu do mar, olhou o relógio, marcava seis e meia. Tomou um banho, pensou naquela menina, se masturbou, saiu por aí. Encontrou com ela, seu vício não era droga, era mulher. Conversaram, riram, fumaram. Corações alegres, partidos, magoados, saudosos, curiosos. Se beijaram e ele voltou pra casa.
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